O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) no transporte passou a ganhar destaque em 2026 devido ao aumento da fiscalização eletrônica envolvendo operações de frete vinculadas ao MDFe (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais).

Muitas transportadoras começaram a enfrentar:

  • rejeições;
  • retrabalho operacional;
  • inconsistências fiscais;
  • dificuldades na emissão de documentos;
  • e dúvidas sobre quando o CIOT é obrigatório.

O mais curioso é que o CIOT não é uma novidade criada agora. Essa obrigação já existe há bastante tempo e o campo correspondente já está disponível no sistema da Mentalistas há anos. O que mudou em 2026 foi o comportamento do fisco e dos órgãos reguladores, que passaram a validar essas informações com muito mais rigor.

Neste artigo, vamos explicar:

  • o que é o CIOT;
  • por que o CIOT passou a ser mais fiscalizado em 2026;
  • como o CIOT impacta o MDFe;
  • como evitar rejeições e problemas fiscais;
  • como gerar CIOT gratuitamente;
  • e quais são os próximos passos da Mentalistas para automação via API.

O que é o CIOT no transporte?

O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) é um código criado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para identificar operações de transporte rodoviário remunerado de cargas.

O objetivo é trazer:

  • rastreabilidade;
  • controle do pagamento de frete;
  • transparência;
  • e combate a irregularidades no setor de transporte.

Na prática, o CIOT funciona como um identificador eletrônico da operação de frete. Esse código normalmente fica vinculado a informações como:

  • forma de pagamento.
  • contratante;
  • transportador;
  • motorista;
  • RNTRC;
  • veículo;
  • valor do frete;

A principal mudança em 2026 foi o aumento da fiscalização eletrônica e dos cruzamentos automáticos realizados pelos órgãos reguladores. Ou seja:

✅ O campo do CIOT já existia;
✅ O sistema da Mentalistas já possuía suporte para essa informação;
❌ Porém muitas empresas ainda não preenchiam corretamente porque a fiscalização era mais branda (não validava todos os campos).

Agora o cenário mudou. As empresas começaram a perceber:

  • validações mais rígidas;
  • maior controle eletrônico;
  • cruzamentos automáticos;
  • auditorias digitais;
  • e crescimento das rejeições relacionadas ao transporte.

O CIOT é obrigatório para operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. De forma geral, sempre que houver prestação de serviço de transporte com pagamento de frete, a operação poderá exigir a geração do CIOT.

A responsabilidade pela emissão do CIOT depende diretamente de quem efetivamente realiza a operação de transporte. Ou seja, o fator principal para definição da responsabilidade é o tipo de transportador envolvido na prestação do serviço.

Quando o transporte é realizado por:

  • TAC (Transportador Autônomo de Cargas);
  • ou TAC equiparado.

O CIOT deve ser emitido por quem contratou o transporte. Nos casos em que houver subcontratação, a responsabilidade passa a ser da empresa que subcontratou o TAC ou TAC equiparado. Esse ponto é extremamente importante porque muitas inconsistências operacionais acontecem justamente pela falta de definição clara sobre quem deveria gerar o CIOT.

Quando o transporte é realizado por uma:

  • ETC (Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas) não equiparada a TAC.

A responsabilidade pelo registro da operação e emissão do CIOT passa a ser da própria empresa transportadora que efetivamente realizará o transporte.

No sistema Mentalistas, segue o passo a passo de como deve ser preenchido as informações do CIOT durante a emissão do MDFe:

Ao clicar no menu MDFe / Completa ou Clonar ou Editar, acesse a aba Rodoviário / CIOT:

Agora, clique no botão Incluir +:

Preencha os campos obrigatórios:

  • CIOT;
  • Responsável (CPF / CNPJ).

Depois, clique no botão Salvar.

Ainda na aba Rodoviário, clique em Pagamento do Frete:

Agora, clique no botão Incluir +:

Preencha no mínimo os seguintes campos obrigatórios:

  • Razão social / Nome (responsável pelo pgto do frete);
  • CPF / CNPJ (responsável pelo pgto do frete);
  • Valor do Contrato (total).

Informações bancárias (escolha uma opção conforme imagem abaixo):

Na aba Componentes do Pagamento, clique no botão Incluir +:

Preencha no mínimo os seguintes campos obrigatórios:

  • Tipo do Componente (escolha uma das opções de acordo com a imagem abaixo);
  • Valor (conforme escolha anterior).

Por fim, clique no botão Salvar. Depois é só transmitir normalmente o MDFe para sua devida autorização junto ao fisco.

Como vimos anteriormente, dependendo da operação, o CIOT precisa ser gerado antes da emissão do MDFe no transporte. Isso cria uma nova etapa operacional no fluxo da empresa.

Hoje existem plataformas homologadas pela ANTT. Clique aqui e confira a lista de empresas/sistemas.

Dessas empresas, destacamos as seguintes que permitem emitir o CIOT de forma manual e gratuita:

Pensando justamente em reduzir retrabalho operacional, a Mentalistas já iniciou estudos para integração via API com plataformas de pagamento de frete e geração automática de CIOT. O objetivo é permitir futuramente:

  • geração automática do CIOT;
  • integração direta com o MDFe;
  • preenchimento automático das informações;
  • redução de erros manuais;
  • mais velocidade operacional;
  • e maior segurança fiscal.

Neste momento, a Mentalistas está avaliando:

  • plataformas homologadas;
  • viabilidade técnica;
  • regras de integração;
  • e cenários comerciais.

Assim que o projeto evoluir, nossa equipe divulgará:

  • funcionalidades disponíveis;
  • requisitos técnicos;
  • regras de utilização;
  • e condições comerciais.

Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)